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Estamos em novo endereço

Posted in uncategorized by modobulb on August 8, 2011

Visitem-nos:

http://modobulb.com/blog/

 

De casa nova!

Posted in uncategorized by modobulb on July 12, 2011

Vocês devem ter reparado que o blog está em silencio já há algum tempo, tempo de muito trabalho. O modobulb agora muda de casa! Estamos com novo endereço e muitas novidades, esperamos sua visita.

www.modobulb.com

“Eu fui ao MoMA e…”

Posted in blog, notícias by modobulb on June 14, 2011

Passeando hoje pelo site do MoMA encontramos uma bela seção. O museu pediu aos seus visitantes que completassem a frase: “I went to MoMA and…” (Eu fui ao MoMA e…). Algumas histórias fascinantes surgem!

 

 

 

E aqui mais outras!

 

Vale a pena visitar o site e o blog!

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na cabeça – Um casamento, um muro

Posted in na cabeça by modobulb on June 10, 2011

da série "O Muro", do coletivo Garapa

Há um tempo atrás fiz um pedido cara de pau e ganhei de presente um CD para um exercício livre de edição. O presente continha 504 fotos de um projeto que tive o prazer de ver em exposição na mostra E.CO, em 2010 (São Paulo).

O Muro“, série do coletivo – de amigos queridos – Garapa fala de uma situação de limite, com a construção de uma imensa divisória entre a favela de Santa Marta e a mata, no Rio de Janeiro. Essa barreira de concreto, chamada de ecobarreira, é uma grande linha de 634 metros de extensão, 3 metros de altura e toneladas de questões a serem discutidas, para conter a expansão da favela.

Poder ver esse material na íntegra foi um prazer, pois o que sempre me fascinou nos trabalhos de edição e curadoria foi a possibilidade de ver antes, de ver de perto, trabalhos e escolhas escondidas. Como o mocinho-super-herói-anônimo de uma antiga série de TV que eu assistia, chamada “Early Edition” (Edição de Amanhã), tive o prazer de ver coisas que ninguém (ou quase ninguém viu). Na TV o mocinho, Gary, recebe todos os dias, em sua porta, o jornal de amanhã, trazido por um gato amarelo.  Ele com o destino de sempre ver antes tudo o que irá acontecer, vive para evitar tragédias, desastres, salvar vidas, correr contra o tempo a favor da população de Chicago. Minha intenção nesse post é muito mais simples do que Gary fazia na série, porém não menos importante: resgatar uma linda fotografia que não estava exposta na ocasião da E.CO e que não consigo tirar da minha cabeça.

Um casamento simples; um vestido muito branco; a meia-calça da menina e a toalha do altar que parecem ter sido combinados; o seu vestido cor-de-rosa e o mesmo detalhe na bíblia; a pele tão negra e tão linda segurando rosas vermelhíssimas; um colar de pérolas que repousa delicadamente sobre o colo; os olhos fechados revendo um filme inesgotável de memórias, se somam para completar a orquestração e impedem nosso olhar de se fixar em apenas um lugar. Para mim essa imagem precisa ser vista hoje, não na edição de amanhã.

Foto com gosto e a cozinha de Beaumont Newhall.

Posted in foto com gosto, livros by modobulb on June 8, 2011

Recentemente recebemos o belo livro “Beaumont’s Kitchen: Lessons on Food, life, and photography with Beaumont Newhall”. Considerado um dos 10 melhores livros de fotografia de 2009, pela Photoeye, Beaumont’s Kitchen é um livro para vida.  Newhall tem seu nome marcado como primeiro curador de fotografia do MoMA, cargo que assumiu em 1940 após realizar, em 1937, uma exposição que pela primeira vez apresentava uma retrospectiva da História da Fotografia em seus primeiros 100 anos. A exposição deu origem ao livro (catálogo) The History of Photography, hoje um clássico.

Capa de Beaumont's Kitchen, foto de Ansel Adams.

 

Beumont's Kitchen - Radius Books, 2009

Em Beaumont’s Kitchen descobrimos outra paixão de Newhall, a culinária. Beaumont colecionava livros de culinária e dizia: “nunca colecione na mesma área de sua atuação como curador”.

O livro é belíssimo e inspirador especialmente para quem não só gosta de fotografia, mas também ama comer e cozinhar. Além de receitas e belos textos, como uma carta de agradecimento de Ansel Adams depois de um jantar oferecido por Beaumont, o livro é ilustrado por belas fotografias de Berenice Abbott,  Ansel Adams, Minor White, Bresson, Paul Strand e Edward Weston, entre outros.

“Um grande chefe e um grande fotógrafo compartilham o mesmo processo intuitivo: ambos sabem quando seguir uma receita e quando improvisar. Usam livros de receita e fórmulas químicas como guias, mas realizam seus melhores trabalhos através da interpretação. Existe uma clara diferença entre uma cópia perfeita e uma cópia correta, assim como existe uma enorme diferença entre preparar uma sopa de cebola e a melhor sopa de cebola que você já comeu.”

Inspirados pelo livro resolvemos criar um espaço de conversa entre receitas e fotografias. Convidaremos alguns fotógrafos e amantes da boa cozinha para enviar uma receita e uma imagem. A imagem não deve ser só uma foto do prato pronto (como nos livros de culinária), mas sim uma imagem que nasce do sabor, dos cheiros  ou da memória provocada pela comida. Uma “Foto com gosto”!

Começamos hoje com nosso Spaghetti ao Limone :

Felipe Russo - Final de tarde no Rio, 2010.

Spaghetti ao Limone (4 pessoas)

Molho

1 lata de creme de leite

Raspa da casca de 1 limão sciliano

2 gemas de ovos caipiras orgânicos cruas

Suco de 3 limões scilianos

Parmesão ralado

Sal à gosto

2 col. (sopa) de salsinha picada para polvilhar

Preparo | Molho

Misturar todos os ingredientes exceto o suco dos limões. Reserve.

Massa

Spaghetti (para 4 pessoas)

Preparo | Massa

Prepare a massa de acordo com as instruções do pacote. Quando estiver pronta escorra, reservando parte da água do cozimento para o caso de achar que o molho ficou muito seco.

Coloque a massa em uma travessa. Misture o suco dos limões ao molho e misture o molho à massa. Se achar que está muito seco, adicione uma concha da água do cozimento, com cuidado para não inundar o seu spaghetti. Polvilhe salsinha picada por cima e sirva.

Exposição “Recreio Borda do Campo” em imagens

Posted in exposições, projetos by modobulb on May 26, 2011

Para usar a expressão mais correta: Fechamos com chave de ouro. Depois de 1 mês e meio de exposição da série ” Recreio da Borda do Campo” , na Fauna Galeria, em São Paulo, temos a felicidade de dizer que foi uma delícia e, mais ainda engrandecedor. Trabalhamos bastante na série, no projeto expográfico, nas possibilidades de saídas para o trabalho (o que resultou no jornal publicado pela nossa editora independente).

Tivemos a chance de reencontrar amigos, dividir nosso trabalho, discutir sobre fotografia, ver as fotos na parede, olhá-las de frente.

Agora essa série volta para casa para continuar e abre espaço para pensarmos no ‘Francisco’ (fruto da viagem feita no começo desse ano pela extensão do Rio São Francisco). Para quem não conseguiu ver a exposição, publicamos aqui o texto curatorial e algumas imagens da montagem.

Gostaríamos de agradecer especialmente a Armando Prado, Caru Magano, Patrícia Cataldi e  a Marcos Vinícius Santos.

Recreio da Borda do Campo

“A presente exposição é fruto de uma investigação de mais de três anos do fotógrafo Felipe Russo sobre o Recreio da Borda do Campo, bairro localizado em área de proteção ambiental às margens da Represa Billings, na periferia de Santo André.

Felipe registra, sempre aos domingos – no dia da família, do ócio, da comunidade –, um breve cotidiano da Borda, bairro dormitório que nesse dia se enche de pessoas e de encontros possíveis. Das imagens emana a calma própria de um dia que se pode parar, mas também a melancolia de um espaço que voltará a se esvaziar na segunda-feira.

Esse espaço de onde grande parte da cidade de São Paulo tira a sua água, é também o lugar escolhido por pessoas que decidiram viver fora das adensadas periferias.

Nessa documentação pode-se ver a paisagem que se transforma com o tempo e com a ação do homem; a fronteira entre campo e cidade em eterno deslocamento; a idealização romântica do campo sendo subvertida, fazendo revelar nesse contexto de limite, entre urbano e rural, que as pessoas também são alteradas pela paisagem.

Assim, o fotógrafo pinça momentos dessa atmosfera peculiar que acalma, mas também traz estranhamento. Como diz o antropólogo Etienne Samain: “As imagens são misteriosas. Não dizem nada daquilo que sabem e, no entanto, falam demais ao nosso imaginário. Até os anjos – todo mundo sabe – tem medo delas”.” (Lua Cruz)

(!) Nesse momento a Fauna segue com sua agenda de exposições e apresenta “Dark Room”, de Carlos Dadoorian. Em breve a galeria irá lançar o seu site com um tour virtual por essa exposição e outras que estiveram em cartaz anteriormente.

Um domingo pelo “Rio Pinheiros Vivo”.

Posted in blog, colaborações by modobulb on May 17, 2011

O grupo às margens do Ibiraporã.

Domingo, 15 de maio, foi realmente um dia para relembrarmos.

Aproximadamente 1000 pessoas em torno do Rio Pinheiros, em uma expedição histórica para reflexão e aceleração da recuperação desse rio, suas nascentes e seus córregos. Trinta grupos, coordenados por profissionais de áreas diversas, que se dispuseram a abrir mão de sua manhã de domingo em casa, para registrar esse traço de água que corta a cidade, exploraram a bacia do rio Pinheiros em toda sua extensão, buscando novos e antigos registros da sua história, sua situação sócio-político-ecológica-econômica. Essa iniciativa da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros luta para que a recuperação do rio seja breve – seja agora -,  antes que esse duro processo de degradação seja irreversível.

Na constante da reclamação por ampliação de áreas verdes e de convivência na cidade de São Paulo, muitos paulistanos (ou não) saíram as ruas para investigar, conhecer, dissecar esse risco na cidade de São Paulo. Falo risco porque a palavra tem a capacidade de se fazer entender por duas perspectivas: a do traço, da marca, do rasgo na geografia da cidade e a do risco desse patrimônio, abandonado, se perder para sempre.

É urgente! É necessário! É obrigação de cada pessoa que respira nessa cidade e nas adjacentes sentirem culpa e responsabilidade pela estado das coisas nessa metrópole que triunfa mais, a cada dia. Às vezes sinto o terrorismo-diário-das-questões-ecológicas me nocautear antes mesmo de levantar a cabeça do travesseiro. As discussões cada vez mais frequentes, inflamadas e disseminadas em todo e qualquer meio de comunicação chamam atenção para o tema, sua importância, sua “inevitabilidade”. Seremos, mais cedo ou mais tarde, obrigados a resolver essas questões, olhar de frente e solucionar a bagunça que criamos.

Que seja antes, que seja o mais rápido possível, pois não quero mais dormir com tanto peso na consciência.

Os participantes, agora, vão dividir seus relatos no site da expedição expandindo a experiência para toda a cidade.

Pelo “Rio Pinheiros Vivo”

Posted in colaborações, notícias by modobulb on May 10, 2011

Dia 15 de abril de 2011, um dia para conhecer a cidade de São Paulo através de uma grande expedição proposta pela Associação Águas Claras do Rio Pinheiros (formada por oito empresas localizadas às margens do rio), com patrocínio do Banco Santander e produção do Estúdio Madalena e Faina Moz.

A expedição “Rio Pinheiros Vivo – uma expedição multimídia pela recuperação do rio” vai promover o encontro entre aproximadamente 1000 pessoas e a cidade de São Paulo. O foco da expedição são as áreas de interesse relacionados à bacia hidrográfica do Rio Pinheiros.

Serão 30 grupos coordenados por músicos, arquitetos, escritores, fotógrafos, com até 30 participantes para produzir registro seja por fotografia, vídeo, áudio, texto ou qualquer outro meio de expressão para discutir, interpretar, desabafar sobre esse rio tão presente e ao mesmo tempo esquecido em nossa cidade.

Nós, aqui do modobulb, ficamos muito contentes em participar desse projeto. Felipe irá coordenar – com monitoria de Juliana Bueno – a expedição à beira do Ibiraporã, manancial do Programa Córregos Limpos. Esse programa é uma das iniciativas bem sucedidas que trabalha para a recuperação dos rios Pinheiros e Tietê, promovida pela Sabesp e pela Prefeitura de São Paulo.

Para saber mais visite o site do Águas Claras do Rio Pinheiros e da expedição.

Bate-papo com Felipe Russo e lançamento do jornal da ‘Borda’

Posted in notícias by modobulb on April 29, 2011

Esse sábado (30/04/11), participaremos de um bate-papo aberto, na Fauna Galeria, com mediação de Armando Prado. Contaremos um pouco do processo de criação da série “Recreio da Borda do Campo” e da montagem da exposição em cartaz na galeria.

Na ocasião acontecerá também o lançamento oficial do jornal ‘Recreio da Borda do Campo’, primeira publicação da editora independente MB.  O jornal “Recreio da Borda do Campo” estará disponível para venda na Fauna Galeria.

A exposição ‘Recreio da Borda do Campo’, pesquisa que Felipe vem realizando há três anos, continua em cartaz até 14/05/11, segunda a sexta-feira das 10h às 19h e aos sábados das 11h às 15h.

Local: Fauna Galeria – Al. Gabriel Monteiro da Silva, 470 – Jd. América – São Paulo

Quando: Sábado, 30 de abril de 2011, às 16h | entrada gratuita

Jim Golberg, o Mar Aberto e uma bolsa Alemã.

Posted in fotógrafos, livros by modobulb on April 28, 2011

Ontem recebemos com muita satisfação a notícia de que a Deutsche Borse Photography Prize 2011 foi para Jim Goldberg por seu trabalho, livro e exposição Open See. Golberg recebeu de um jurado composto por Marloes Krilnem (Fundadora e Diretora do Foam_Fotografiemuseum Amsterdam), Joel Sternfeld e Alex Farquharson (Nottingham Contemporary) um prêmio no valor de 30.000 libras.

Dinheiro muito bem empregado! Golberg em sua série Open See investiga de forma sensível a imigração. Da origem ao destino, o fotógrafo leva ao limite o documentarismo e a capacidade de representação da fotografia para tentar acessar as motivações, inquietações e infortúnios que levam milhares de pessoas a abandonarem suas vidas e famílias em busca de melhores condições.  Golberg apresenta, também, os mecanismos e a indústria que se aproveita da eterna esperança e do instinto de sobrevivência dessas pessoas.

Open See, publicado em livro pela Steidl, é resultado de 5 anos de viagens por países como a Grécia (um dos principais portos de entrada na Europa), Índia, Ucrânia, Bangladesh, Congo, Senegal e Libéria.  Não tivemos a chance de ver a exposição, mas temos em casa o livro e ontem voltamos a ele. Esta publicação é simples como objeto – sem sofisticação – e complexo em seu conteúdo. Dividido em 4 capítulos (livretos independentes) o livro nos leva por uma viagem que começa na Ucrânia (livro 1), passa pela Índia e Bangladesh (livro 2), depois estamos na África (livro 3) até que reencontramos os traços, as roupas e os costumes desses países agora na Europa, através da história de migrantes que completaram sua jornada.

Jim Golberg - Os quatro livros Open See.

Os 3 primeiros livros não possuem texto e a afirmação que fiz acima sobre a divisão desses capítulos por região do globo é fruto de uma memória iconográfica que me faz afirmar “aqui é índia”, “aqui só pode ser África”. Golberg nos obriga a tomar decisões o tempo todo, esfrega na nossa cara que estamos especulando, que pensamos saber do que se trata, que imaginamos até pensar poder acessar o sofrimento contido em Open See.

Jim Golberg, Open See 1.

O livro, porém, apresenta fragmentos, retalhos. Jim Golberg lança mão de técnicas tão distintas quanto fotografia em grande formato, recortes bruscos de fotografia 35mm, polaróides  e imagens presenteadas por seus personagens. Fica evidente o nível de colaboração entre fotógrafo e fotografado, as polaróides são repletas de intervenções – feitas pelos próprios personagens e pelo fotógrafo – algumas contam histórias de abuso, de sofrimento; outras de esperança, mas aqui, mais uma vez, nossa incapacidade de compartilhar dessas histórias é evidenciada pela língua, pela falta de compreensão de uma caligrafia muitas vezes indecifrável.

Jim Golberg, Open See 3.

Jim Golberg, Open See 3.

Os 3 primeiros livros não possuem texto, apenas no quarto volume somos confrontados pelos relatos de Beuty, Mohammed e Amara. Os relatos são guardados para o final, aliviando um pouco o sofrimento causado pela fragmentação narrativa da edição de imagens, mas intensificando ainda mais o nó na garganta e a tristeza depois de uma experiência profunda sobre questões referentes a Globalização, racismo, integração e perseguição cultural.

Jim Golberg, Open See 4

Open See é  um manifesto poderoso e Goldberg mais do que um fotógrafo é um grande editor!  Sarkozy e Berlusconi bem que podiam conhecê-lo.

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